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Recentes notícias dão conta, mais uma vez, de que o homem está alterando a natureza
como nunca foi feito. O pior: cientistas acreditam que o ritmo do consumo de
recursos naturais levará ao esgotamento de fontes de matéria-prima, insumos, elementos
essenciais à vida humana - exatamente como previam muitos militantes da ecologia
com tendência ao catastrofismo. A vida no planeta corre um sério risco neste século.
Alguns exemplos colaboram para esta tese: enchentes épicas na Europa Central
são outro indicativo de distúrbios naturais devido à ação antrópica. Alterações
do clima na África, segundo a ONG Worldwide Wildlife Foundation ameaçam seriamente
pessoas e animais em um continente cujo equilíbrio ambiental já é precário. Uma
nuvem de poluição de três quilômetros de espessura cobre uma parte da Ásia,
onde vive um quinto da humanidade. Estendendo-se da China ao Afeganistão, a
nuvem é composta de partículas de carbono, sulfatos e cinzas orgânicas oriundas
de emissões de gases das fábricas, usinas termelétricas e escapamentos dos automóveis.
Por outro lado, o aumento dessas emissões e poluentes é um sinal patente de que
o mundo está cada vez mais industrializado, mais desenvolvido. Mas não será
este um preço muito alto a pagar?
Desde que a Organização das Nações Unidas propôs o conceito do desenvolvimento
sustentável, há mais de 20 anos, empresas do mundo todo têm aderido a compromissos
para nortear as atividades econômicas num modelo minimamente agressivo à natureza,
em prol da conservação. No Brasil, essas iniciativas foram impulsionadas pela
Cúpula Rio-92. Exatos dez anos depois, ainda temos muito a conquistar na
preservação da biodiversidade e dos ecossistemas.
O ECOPOLO do Distrito Industrial de Santa Cruz, entretanto, é um motivo de comemoração.
Quatorze das maiores e mais representativas empresas da região estão reunidas em
torno de um projeto que conjuga desenvolvimento industrial, conservação de energia,
despoluição, reaproveitamento de rejeitos, processos de reciclagem, otimização
da matéria-prima e sinergia entre empresas em defesa da sustentabilidade da
região e de suas comunidades.
A área do Distrito Industrial de Santa Cruz, onde estamos instalados, nos tem
servido, durante todos esses anos, de diferencial competitivo no que tange à
localização e à disponibilidade de recursos naturais como a água. Com a implantação
do ECOPOLO, tanto em práticas de produção como na formação de capital intelectual
mais bem preparado para lidar com a produtividade e o meio ambiente, estamos
retomando a natureza o tanto que ela nos oferece.
Neste site, apresentamos os projetos que cada uma das empresas participantes
do ECOPOLO está implementando na região, internamente e junto à sua comunidade.
Estamos certos de que, todos os dias, cultivamos um futuro melhor para nossas
empresas, colaboradores e comunidades, do ponto de vista econômico, social e
ambiental de nossas vidas no planeta Terra.
Antonio Marques de AImeida
Presidente da AEDIN
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